domingo, 21 de março de 2021

SEVILLA, TE QUIERO

Acho que numa outra vida fui espanhola. Obviamente que Espanha foi o país fora de Portugal que mais visitei porque é o meu país vizinho, mas também não é só por isso: sempre que volto de Espanha, chego a casa muito feliz, elogio o país e apetece-me sempre voltar.

Quando consegui uns dois dias de férias seguidos de um fim-de-semana, pensei "vou a Espanha", mas desta vez e pela primeira vez preferia levar o carro. O facto de ter muito medo de andar de avião e perder tempo em horários, check-ins ou o receio de a tua mala estar mais pesada que o suposto pensei "que lugarzinho escolher, pertinho da fronteira?". Também não queria escolher um sítio à toa só com prédios e cafés, para isso fico em casa. Então, lembrei-me que a minha prima já tinha ido num verão sozinha (que loucaaaaa, sozinha nunca iria e muito menos para Espanha em pleno agosto como ela o fez - eu fui em dezembro e estava imenso calor, imagina em agosto).

Portantooooo, copiei a minha prima aka guia-turística e escolhi Sevilha. Não conhecia nada e tão pouco ouvia falar de histórias desse lugar, mas como só queria ir a Espanha lá fui com o meu namorado. 

Ficámos hospedados mesmo no centro da cidade: no Hesperia Sevilla. Uma das escolhas do hotel escolhido foi ter parque de estacionamento e como tal o carro ficou parado durante toda a estadia. Como gosto de andar, vimos praticamente toda a cidade a pé. 

No primeiro dia, quando saímos do hotel, fomos rumo à Plaza de España: que lugar lindoooo! Parece um lugar mágico e por isso ir a Sevilha sem visitar este ponto é imperdoável. 





Por acaso não sou nada de preparar "que sítios a visitar" numa viagem porque tenho sempre quem o faça (e bem!), mas neste caso como ia só com o meu namorado e ele é como eu nesse aspeto ("vamos em frente sem decidir nada") tive que pesquisar com antecedência os sítios a visitar em Sevilha. No entanto, não tinha destinado mais nada para o primeiro dia pois como demorámos umas cinco horas de viagem, sabíamos que vínhamos à Praça de Espanha e o resto do dia era visitar sem rumo. 

Mais à frente descobrimos um parque lindo também. Cheio de verdes e com muito ar puro: o Parque Maria Luísa. E, de seguida parámos no Festival de Las Naciones para almoçar.

Continuámos o passeio e já vimos uma Sevilha mais diferente. Não tanto para o turismo, mas já me pareceu mais para o "normal", ou seja, para os "da casa". E achei lindoooooo também. Caminhámos e caminhámos e já nem sabíamos onde estávamos e isso nem nos importava pois só queríamos conhecer. 

Uma das coisas que me fascinou foi a arquitetura e as cores que se deparavam sobre cada olhar meu: as cores quentes de cada edifício, de cada objeto, de cada lugar...achei belíssimo. 

Parámos para um café, vimos a Torre del Oro, atravessámos a Ponte de Triana no qual se conseguia ver um fundo lindo de um rio e um pôr do sol excelente. Encontrámos um mercado que me fez lembrar o nosso Mercado da Ribeira em Lisboa com várias opções de escolha para jantar: o Mercado Lonja Del Barranco. Obviamente que comi um dos meus pratos espanhóis preferidos, se não o único, a Tortilha. 




Voltámos para o hotel. Andámos tantooooo que nem sentia as pernas, mas ao menos sentia que o meu espanhol tinha melhorado bastante naquelas horas (ahahaha). 

No segundo dia, fomos à procura do Real Acázer de Sevilla. Eu, que sou uma grande fã de palácios e castelos, de histórias e dramas com reis e rainhas, queria ver o antigo palácio da família real espanhola. E, como adoro cinema e produção de filmes, tinha de ir ver um dos locais de várias filmagens da série Game of Thrones

Ficámos perdidos nesta procura pois o GPS não estava a funcionar como deve de ser e até perguntámos a várias pessoas, mas diziam-nos sempre para seguirmos caminhos nada a haver (dávamos uns grandes guias turísticos, ou não?). Mas, ainda bem que ainda não tínhamos chegado onde queríamos pois vimos e sentimos o amor pelo Flamenco. Eu que adoro dançar, senti-me mais uma vez em casa: naquelas ruas, as montras em vez de vestidos básicos tinham os típicos vestidos para dançar flamenco; em vez de acessórios vi castanholas e montes de cartazes com os próximos espetáculos. 

Mais à frente, lá encontrámos o Real Acázer de Sevilla e sinceramente fiquei um bocado desiludida, mas nem tudo pode ser um mar de rosas, não é? A começar pela imensa gente e uma grande e duradoura fila. Ficámos cinco horas (sim, cinco horas) naquela fila, Aconselho a que façam como vi que muita gente tinha feito: a marcar com antecedência aquela visita pois essas pessoas passaram à frente. Este era o único lugar em que íamos pagar bilhete de entrada - pagámos 11,00€ cada - e queríamos mesmo entrar pelas razões que mencionei anteriormente, mas pensámos várias vezes em desistir.

Ao entrarmos vimos um jardim (e mais uma vez vou usar a mesma palavra) lindooooo! Acho que foi dos jardins mais bonitos que já vi. Parecia que estava mesmo num conto de princesas e que pertencia a uma corte real qualquer. Até encontrámos um labirinto como nos filmes, sabem? 
Entrámos para dentro do "palácio" e aí é que foi a minha desilusão: como gosto muito de palácios, pensei que fosse isso que fosse ver, mas não. Estava numa espécie de museu a ver porcelana (perdoem-me os entendidos, mas eu só queria ver o quarto da rainha). E pronto, saímos dali a rir para não chorar. 








Continuámos por entre ruelas e fomos parar ao bairro de Santa Cruz. De todos os sítios que passámos, aqui era onde se encontravam as lembranças mais baratas. Estou habituada a comprar ímans a 1€ ou 1,50€ e por toda a Sevilha só encontrava a 3,00€. Mas, neste bairro por acaso encontrei molduras a 3,00€ e ímans a 2,00€. 




No 3º e último dia aproveitámos mais para conhecer a comida espanhola. Não é das minhas comidas preferidas ou que fique cheia de vontade de comer a toda a hora como quando vou ao Porto comer francesinha, mas como comida é vida, era o que queríamos fazer. 
Tomámos o pequeno-almoço numa tasquinha muito gira e em vez de pão pedi tortilha com um sumo de laranja. Mais tarde, para almoço comemos numa esplanada mesmo rente à estrada e desfrutávamos de outro sumo de fruta enquanto víamos as pessoas a passar. 








E assim se passaram três dias, mais uma vez, em terras espanholas que eu tanto gosto. Em termos de valores, o hotel foi relativamente barato - uns 120€ para duas pessoas, três dias e duas noites em dezembro; 
Em relação às refeições é praticamente igual a Portugal, não esquecendo que o IVA em Espanha é 21% e em Portugal 23% por isso ainda podem poupar em qualquer coisita - Por exemplo, a caminho de casa, antes de passar a fronteira, parámos em Badajoz para procurar um shampoo que queria experimentar e que pena que o meu namorado não tinha paciência para umas comprinhas porque valia a pena!! 
E, por falar em combustível: pusemos 50,00€ na ida e não me lembro de termos encontrado portagens. Na volta, pusemos 40,00€ de combustível e chegou para a volta toda, mas aí já gastámos em portagens (e foi quase o mesmo que paguei em combustível, my God). 

Hasta la vistaaaa!