quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O pequeno-almoço

Como todas as dietas "yo-yo", também eu já passei pela fase de não querer tomar o pequeno-almoço para emagrecer antes de começar a ter uma alimentação saudável, como deve de ser.
Quando percebi que era um erro, comecei a incluir esta refeição diariamente no meu cardápio mas de forma incorreta pois como na altura eu fugia aos hidratos de carbono, era sempre o mesmo: gelatina e fruta. Quando o meu corpo começou a rejeitar e apercebi-me deste grande erro, mudei.
Agora diferencio os meus pequenos-almoços. Por vezes como mais hidratos, uns dias mais que outros; noutros incluo mais proteínas, ou até gorduras! Mas, gorduras saudáveis!
Esta primeira refeição do dia é essencial para o bom funcionamento do organismo e influencia muito o nosso estado de espírito. Por isso, nunca cortar esta refeição da nossa alimentação!

Deixo aqui algumas fotografias de pequenos-almoços:

Tortilha de milho s/sem sal (30Kcal cada); chocolate sem açucar derretido 

Aveia, banana, kiwi, café

Aveia, chia, linhaça, bebida de soja natural

Para mim: Pessego, aveia, banana, chocolate preto

Anonas e gelatina

Tortilha de milho s/sal, um ovo, uma clara de ovo, um kiwi, um pêssego

Tortilhas de arroz s/sal, um ovo, uma clara de ovo, um kiwi, café

Pão panrico 9 cereais, sumo natural de laranja, uvas, cerejas, 2 ovos mexidos

Pão Shape com duas claras de ovo e melancia

Quark com chia e bolo de aveia e cacau

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Verão rima com praia e nada como as do meu país para me encantarem. 
Ainda há muitos lugares que quero visitar neste Portugal tão pequenino mas que é tão grande e cheio de riquezas maravilhosas. 
Deixo algumas fotografias das praias no qual já me escaldei este mês! 

(Praia da Bafureira)


(Praia São Pedro do Estoril)

(Praia da Arrábida)


(Praia da Arrábida)

(Praia do Rio Cortiço)


Exercício físico é no bairro de Matarraque

Exercício físico é no bairro de Matarraque

No bairro de Matarraque sobre drogas é como "sobre rodas". Se estiveres prestes a ser apanhado põe-te a mexer, o melhor é correres.

 Prédios com o máximo de dois andares, de cor branca e rosa velho. Nas paredes encontram-se os ‘tugs’, assinaturas, de quem deixou marca da sua presença constante.
 O bairro de Matarraque, na freguesia de São Domingos de Rana, situa-se no concelho de Cascais.
 Dentro do bairro, de um lado, um grupo com três rapazes e dois homens, a discutirem entre si, entram dentro do carro e vão embora, acelerados. Do outro lado, duas meninas, de etnia cigana, olham-me de alto a baixo, desconfiadas e interessadas.
 O bairro não é muito grande, é acessível e toda a gente se conhece. É um bairro unido e quando enche é porque vêm os amigos dos amigos dos moradores.
 Ao olhar para o bairro em si, diria ser um bairro bastante tranquilo onde as crianças e os jovens dos escuteiros cantam, alegres, na sua sede ao lado do café do bairro que já mudou de gerência três vezes porque acabam sempre por se dar mal com quem o frequenta. A última gerência saiu após terem denunciado à polícia uma ocorrência ilegal de uns jovens do bairro. Estes mesmos, após saberem, começaram a vandalizar todas as noites a entrada do café por vingança.
 Daniela, uma jovem angolana com dezoito anos, foi viver para o bairro com quatro anos.
 Vive com a mãe, com a irmã mais velha que está à janela, com a avó Lucinda e com o sobrinho que está ao seu colo, com a irmã mais nova a maquilhar-se e com a sobrinha que vem a rastejar, a sorrir e a querer brincar, ao meu encontro.
 Uma casa onde quem manda são as mulheres, todos do bairro as conhecem. Não por ser a família que vive no último andar com vista para Matarraque mas pelo respeito que metem.
O sol desce, 20 horas, a lua cresce. O bairro a noite, tem pouca luminosidade e consegue ver-se algumas pessoas entre os prédios. Os jovens são os mesmos do dia para a noite mas o cheiro que paira no ar, muda da noite para o dia.
Os senhores que estão a porta do café, já com algum toque no corpo pelo álcool, mostram se cultos nos assuntos que falam e de vez em quando gostam de ir ter com os jovens para estes lhes acrescentarem alguma da sua sabedoria.
A Daniela, ao entrar em casa todas as noites depara-se muitas vezes com os amigos do primo a serem revistados à porta do seu prédio. Sente pena quando vê isto e angústia por saber que já aconteceu ao primo inúmeras vezes.
Estes jovens, não têm grandes preocupações, mesmo assim, porque muitas vezes conseguem esconder o que tem de esconder quando ao de longe e graças às luzes azuis, começam a ver um carro de patrulha. O pior é quando sentem que algo anda na rua sem fazer barulho, à noite.
As Malusso como moram no último andar, são as primeiras a perceber que há agentes de autoridade com fardas que permitem não ver as suas identidades, por cima das suas janelas que vão em direção ao telhado. Sem aviso prévio, há o medo de que algo de mau aconteça a alguém como acidente ou propositadamente pois não sabe no que estão a pensar. O silêncio dura pouco tempo, porque mal eles descem dos telhados eles gritam para cima deles, para se encostarem e não se mexerem no preciso momento.
A família da Daniela é muito satisfeita onde vive e apesar de ser um bairro pobre e polémico, ela vive bem. Com uma família unida e a alegria que as crianças deixam pelo corredor, nota-se a felicidade no ar.
Sobre drogas é como a expressão “sobre rodas”, ou seja, progredir de uma forma satisfatória ou correr bem. “Ninguém sabe quem é este traficante”, é o que tem de se dizer. O ‘chefe’ deste negócio tem amigos que tratam de entregas de mão em  mão para este não mostrar a cara.
As pessoas do bairro de Matarraque, são um grupo que quando chegaram a Matarraque, não saem muito da localidade devido a terem o que necessitam relativamente perto, como a escola, a mercearia, o café e a loja social.
No bairro de Matarraque há quem viva com altos e baixos, há quem se importe e quem não se importe, há quem se perca e há quem sobreviva. Tudo acontece, tudo pode acontecer.

domingo, 24 de janeiro de 2016

O "demónio" do Hidrato de Carbono

Quando decidi que tinha de começar a fazer dieta, no dia 3 de Julho de 2013 a primeira coisa que pensei foi cortar nos Hidratos de Carbono. Conhecidos como os demónios de todas as dietas, não queria tocar mais neles. E assim foi, arroz, batatas, pão, cereais... tudo o que eu sabia que tinha farinha e que era um hidrato de carbono, cortei por completo.
Os meus pequenos almoços começaram a ser iogurte natural, fruta e gelatina; os meus almoços consistiam em proteínas e leguminosas; os lanches eram iguais aos pequenos almoços e os jantares eram o mesmo do almoço.
Correu tudo bem e claro que quando comecei a ter défice calórico emagreci imenso. Os meus treinos eram super intensos: quatro horas por dia no ginásio e não comia nada entre as aulas de grupo ou os treinos. A vida corria-me bem, não comia nada e treinava. Não queria mais nada.
Passado uns meses, um senhor aconselhou-me a "aveia". Fiquei curiosa e comprei.
A primeira vez que comprei aveia, ainda por cima um cereal sem glúten, deixou-me tão feliz."Um hidrato de carbono que eu podia comer"-pensei. E quando comecei a comer, não parei e comi o pacote todo. As 400 gramas que o pacote continha de aveia "já eram"! Fiquei tão mal comigo mesma que não podia comprar mais aquele "monstrinho" que me fazia comer sem parar! Enganei-me e no mês seguinte voltei a comprar e o mesmo aconteceu.
Refleti e prometi a mim mesma que tinha de moderar com a aveia e assim foi. Distribui 100 gramas para o pequeno almoço e 100 gramas para o lanche e todos os dias a mesma rotina.
No último verão, em Julho de 2015 fiquei com uma gastroenterite. Foi horrível, vomitava imenso. O problema, segundo a médica, estava no facto de que eu não comia como deve ser. Como só comia verduras, o meu estômago ficou péssimo e se não mudasse mais tarde podia ser pior. A médica ficou parva com eu não tocar num pão durante dois anos ou pôr um bocado de arroz no prato. E mudei, o meu pequeno almoço agora todos os dias é um pão, já como arroz (escolho o basmati) ao almoço ou então com uma batata doce juntamente com a proteína e no lanche por vezes também como um pão ou uma barrinha proteica antes do treino.
No início não pude comer saladas ou verduras nem aveia nem fibras porque foi o que fez mal ao meu estômago por consumir tanto tempo.
Estão muito melhor agora, as minhas notas na faculdade subiram, sinto mais evolução corporalmente e mais feliz.
Por isso não cometam o mesmo erro que eu! Os hidratos não mordem, não são eles que nos fazem engordar! Eles são essenciais no nosso corpo e sobretudo para a nossa cabeça e mente! O emagrecimento está ligado ao défice calórico e à moderação!


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Tuga em Londres numa semana

Na última semana de Dezembro até às entradas de 2016 estive em Londres. Ora, o meu maior receio é mesmo andar de avião. Gosto mais de estar com os pés assentes na terra. E, para ajudar ao meu nervosismo ainda tinha de apanhar o voo sozinha visto que o meu namorado passou lá o natal com a família. Sim, por acaso tive sorte em já ter sítio para ficar. Em Londres e na semana que fui, época alta, os hotéis ou motéis têm os preços elevados.
Londres nunca foi um sítio que eu quisesse muito ir, muito menos passar a Passagem de Ano no qual o meu ideal é passá-la sempre com as minhas girls! Mas para fugir aos hábitos e viver novas experiências, aceitei o desafio.
Quando cheguei ao aeroporto de Heathrow já tinha os meus esperados à minha procura e qual o meu espanto quando olho para o relógio que marcava 18:00 e já pareciam duas da manhã! Pois, lá os dias começam muito cedo, e acabam mais cedo ainda.
Passei a semana em Aldershot, uma vila simples. As casas eram todas iguais, típicas casa de tijolo. Na primeira noite, aliás, sete horas da tarde ainda, passam por nós um grupo de dois rapazes e duas raparigas, parecia mesmo que vinham contra nós, ainda mais, um dos rapazes tirou a camisa como se eu tivesse pedido um striptease àquela hora! Iam ao encontro de um grupo de rapazes lá ao lado e em 3,2,1: estava num filme com o título Dois rapazes e duas raparigas contra um só, do realizador: Sou um cobarde que não sei resolver as coisas mano a mano, preciso das minhas três bitches.
Conclusão, o pobre coitado estendido no chão, os outros quatro põem-se a milhas e o mais bonito, os que estavam com o desgraçado nunca mais foram vistos.
As ruas têm câmaras de vigilância e em cinco minutos apareceu a polícia e uma ambulância. Disseram que não nos podíamos meter senão éramos levados a interrogatório e como portugueses, mais difícil ia ser.
No dia em que fomos a Londres, os gastos iniciais iam ser o bilhete do comboio e de um bilhete diário de metro para podermos percorrer o maior número dos locais mais conhecidos das terras de sua Majestade. Tivemos sorte, fomos de carro até à estação mais próxima do metro, logo, era um gasto a menos. O bilhete se não estou em erro, foi por volta de treze libras.
Primeira paragem, o Museu de História Natural em Cromwell. É um dos três principais museus a serem visitados. Acolhe inúmeras coleções de ciências da vida e da terra. Seguimos a pé até ao Hyde Park. É um parque lindo e vale a pena passar por ele. Depois de uma longa caminhada chegámos ao Winter Wonderland, uma feira com comidas tradicionais, carroceis e parques temáticos. Fez-me lembrar as feiras populares que há uma vez por ano aqui ao pé de casa.
Sítios belíssimos como Trafalgar Square, Big Ben, the London Eye, tive o prazer de passar por estes lugares. Lindo!
Na altura de comprar as lembranças e andava sempre a levar em várias lojinhas, as que não chegavam a uma libra (0.99), numa loja sabia qual o valor que tinha de pagar, quando a senhora me diz um número diferente e teimava que eu nao tinha razão. Quando chamou alguém superior da loja, um pedido de desculpas, em inglês claro, dirigiu-se a mim. De certeza que fazem o mesmo a imensos turistas. Entrámos no M&M World, a loja com muita diversidade de M&M e na mesma, canecas, roupa de bebé e brinquedos podiam ser comprados pela mesma marca. As filas são enormes e por isso não levei nada com pena minha (não muita pena porque na mercearia da rua seguinte estavam lá bem mais baratos). Ao sair da loja, o típico a encontrar em todas as cidades turistas e que eu acho o máximo e dou sempre uma moeda, os que mostram as suas veias artísticas na área da dança. Ainda por cima eu que tenho uma veia dessas pelo meu amor na dança.
O última paragem em Londres foi no Oxford Street, onde pensava que ia fazer umas compras! Mas não! As ruas estavam cheíssimas, as lojas ao barrote! Como estamos em época de saldos, muitos restos, nada ficava do meu agrado.
No dia seguinte fomos a um local inglês mas que parecía que tinha viajado para a Índia. Os armazéns de electrodomésticos, de colunas, de capas de telemoveis... Bem tudo um pouco, a preços low-cost. Nas ruas principais dessa cidade (desculpem, não me recordo do nome) as lojas de roupa, bijutaria, comida, era tudo tipicamente indiano e alguns mercados vendem a comida como o arroz basmati a vinte quilos a quase vinte libras, o pacote. O pior foi mesmo o almoço. Tudo com ótimo aspeto, ainda por cima estava cheia de fome mas tudo picante! Odeio picante! E eles exageram mesmo! A minha boca parecia que estava a arder. Dois litros de água logo na minha direção.
Já fiz patinagem artística mas no gelo nunca tinha feito. Foi super engraçado e aconselho a pista no Guildford Ice Rink.
Se há uma coisa que sou viciada, é no café e na Inglaterra o café não presta! Desculpem mas é verdade! Não há um café na rua e quando há mais valia não ter pedido. De resto, gostei muito, foi uma ótima experiência.
                                          (Museu de História Natural em Cromwell)
                                            (Trafalgar Square)

                                            (M&M Store)

                                            (Winter Wonderland)
                                            (Big Ben)
                                           (The London Eye)
                                               (Hyde Park)
                                               (Oxford Street)



                                                           ("Índia")
                                                             (Aldershot)